A APPA explicou no início desta semana, através da difusão de um vídeo, em que consiste a acção judicial que estão a interpôr à FPAK, bem como as suas prováveis consequências no funcionamento do orgão federativo.
"Primeiro é importante esclarecer que nós não estamos a intentar uma acção contra ninguém," foi desta forma que António Duarte - o Presidente da APPA - início da entrevista. "Nós estamos sim a tentar que sejam reposicionados os regulamentos no sentido daquilo que a lei é clara e impõem."
E a lei de bases do desporto bem como a regulamentação das federações desportivas impõem "que a representatividade nas assembleias seja, na sua grande maioria (70%), composta por clubes desportivos, clubes de praticantes."
António Duarte realça que os clubes que possuem os 70% de representação nas assembleias "não competem e limitam-se a organizar provas. No nosso entender é uma deturpação da lei, estando a federação a ser controlada pelos seus fornecedores de serviços."
Aquilo que esta acção pretende é que os praticantes (pilotos e navegadores) tenham, por exemplo, de tirar licença desportiva através de um clube, e com isso contribuam para o número de praticantes sob a alçada desse mesmo. Esse clube vai ter um peso nas assembleias em função dos praticantes que tiver.
Quando questionado sobre o timming desta acção, respondeu ser isto "algo que há muito tempo tem vindo a ser reclamado pelos diversos praticantes. Esta situação veio a agravar-se com, por exemplo, a ameaça de perda do estatuto de de utilidade publica por causa de uma guerrilha entre clubes. Isso mostra claramente que enquanto não fôr mudado o paradigma de quem efectivam,ente controla as assembleias, nada é possível ser feito em função do desporto." Terminou o raciocínio dizendo "no fundo o que importa é devolver o desporto a quem o pratica."
Questionado se já existiram contactos prévios com a FPAK, respondeu afirmativamente. "Em Fevereiro, na sequência das reuniões para o novo regulamento eleitoral, a APPA optou por não levantar esta questão na altura, porque estávamos sobre ameaça de perda do estatuto e não iríamos colocar em risco a federação como um todo para resolver isto. Mas tivemos uma conversa com o Presidente da Federação - Ni Amorim - e com o Presidente da Assembleia."
O feed-back do orgão federativo veio em forma da sugestão de uma comissão para debater esta questão, "só que a comissão iria invariavelmente ser composta pelos clubes a quem não nem nós nem a lei reconhece direito de voto na matéria." A sugestão acabou por não ser aceite pela associação
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