A festa do automobilismo vive-se na Exponor. A 16ª edição do Motorshow
Autoclássico Porto está ao rubro, com um cartaz irresistível que faz as
delícias dos milhares de espectadores que escolheram o evento ibérico como
programa para o fim-de-semana. As emoções prosseguem amanhã.
À cabeça, um convidado de luxo: Ari Vatanen. O mítico piloto finlandês,
considerado um dos melhores da sua geração, voltou a encantar os muitos
aficionados do desporto automóvel ou os simples curiosos que não resistiram
à adrenalina do ambiente de competição que se respira na Exponor, no
Motorshow Porto. Em perfeita sintonia com o Ford Escort MK II, em tudo
igual ao que lhe deu o título de Campeão do Mundo de Ralis em 1981, o
“finlandês voador”, como era então conhecido, foi o rei do espetáculo,
relativizando os seus 66 anos, carregados de experiência.
Sessões de autógrafos e co-drives, que se traduziram em experiências
inesquecíveis, fizeram também parte do programa do piloto, que voltou a
demonstrar ter tantas qualidades como piloto, como também humanas, nunca
recusando uma palavra a quem ele se dirigia.
Nas suas palavras, ficam de imediato, destacadas as suas qualidades
humanistas, “falando de história, nunca tive muita sorte nas provas em que
participei em Portugal, mas não foi isso que me fez ficar com má memória de
Portugal e dos portugueses. Antes pelo contrário! Se os carros são sempre
uma paixão, trata-se sobretudo das pessoas e do carinho que delas sinto que
me fazem sentir em casa quando aqui venho. Sempre assim foi e sempre assim
será! Adoro este desporto, adoro Portugal e até o Ford Escort, um carro de
tração traseira, com o qual se identifica o meu estilo de condução e com o
qual estou a reviver memórias incríveis no Motorshow, mas as pessoas, para
mim, têm sempre prioridade e só posso estar grato por todo o reconhecimento
que aqui estou a ter”.
Na competição, propriamente dita, hoje foi dia das primeiras decisões do
“Troféu Piloto Motorshow”, com a disputa de duas Qualificações e de uma
Final, onde mais de 60 inscritos deram o máximo para ficarem no lote dos 25
mais rápidos que, amanhã, disputarão a fase final e decisiva da competição.
Com a companhia do calor, o cheiro a borracha queimada e muita adrenalina,
quer na pista, quer na bancada, as emoções dividiram-se entre a luta contra
o cronómetro no traçado desenhado no exterior da Exponor e o contacto com
as máquinas já no Paddock, fazendo o deleite do público, que com eles pôde
conviver num ambiente de grande descontração. No plano competitivo, para
já, o mais rápido foi Mário Barbosa, num Citroën DS3 WRX, que apesar de
alguns problemas nas Qualificações, venceu a Final 1 e se perfila como o
maior candidato à vitória final no “Troféu Piloto Motorshow”. Mas para o
último dia de prova, em que será conhecido o melhor entre os melhores, a
expetativa não podia ser maior e... tudo pode acontecer!
Hoje como amanhã e num programa para todos os gostos, quem procure saciar a
paixão pelos clássicos e deseje ritmos mais calmos também encontra
no Autoclássico uma excelente aposta para passar um dia inesquecível.
Paredes meias com o Motorshow, neste evento é possível entrar na “máquina
do tempo” e reviver a história, com automóveis de marcas como a Porsche,
Ferrari, Aston Martin, Lamborghini, Rolls Royce e muitas outras, que nos
fazem suspirar e levitar a imaginação e que se transformam num hino de
homenagem ao que de melhor se faz no mundo das quatro rodas.
Em exposição estão, também, cerca de duas dezenas dos melhores carros que
são a cara dos campeonatos nacionais de velocidade e clássicos, num espaço
de contemplação único. Para pais e filhos aspirantes a pilotos, os
simuladores da G’s Competizione são, igualmente, uma excelente proposta
para fazer o gosto à paixão pelos automóveis, num programa irresistível que
permite experimentar as sensações de verdadeiro piloto.
Todas estas e muitas outras emoções estão presentes até amanhã (domingo) na
Exponor, no Motorshow Autoclássico Porto 2018 que, no último dia, abre suas
portas às 10h00 e só as encerra às 20h00.