Tábua recebeu a antepenúltima prova do campeonato Centro (CCR) com 25 equipas à partida da dupla passagem pela superespecial (em asfalto mas com uma pequena parte em terra!) na noite de sábado. Com o percurso delineado no centro de Tábua repleto de público foi o líder do CCR, Eduardo Veiga (Mitsubishi Evo IX) a dar o mote liderando rali à frente de Bruno Marques e Luís Simões, ambos em Mitsubishi Evo IV.
Logo aí, prova estragada para Filipe Abrantes (Citroen C2 R2) que ficou parado com problemas mecânicos na segunda passagem e para David Lucas (Peugeot 206 GTi) que fez uma volta a mais na rotunda o que não só o penalizou em tempo da especial como o “brindou” com os tão famosos quanto estúpidos 3 minutos de penalização (espera-se que de uma vez por todas esta seja uma regra a mudar em 2019).
Este domingo, debaixo de um sol de verão, quase sem vento, com os pisos de terra muito secos e logo com pó e mais pó, acabou por ser este a decidir a vitória. Mas já lá vamos.
Eduardo Veiga se arrancou para a primeira especial de domingo como líder já não saiu dela pois a duas curvas do final do troço teve uma saída de estrada e por aí se ficou a sua prova. Mas este troço teve mais peripécias, já que Miguel João ao volante de um estranho (para os ralis) BMW Serie 1 Proto, fez o troço a baixa velocidade – passou no local onde estávamos, ainda muito perto do início, claramente em dificuldades – e com isso acabou por condicionar a prova dos dois concorrentes que o seguiam na ordem de partida, Luís Couceiro (BMW 325 i) e António Santos (Opel Kadett 2.0) que perderam imenso tempo no pó do X1. Prova disso são os tempos alcançados pelos dois pilotos nessa passagem e nas duas seguintes pelo mesmo troço, com António Santos a tirar cerca de 1 minuto e meio em e Luís Couceiro cerca de 2 minuto e meio. Considerando que António Santos – claramente um dos que mais gostámos de ver passar - ficou a 34,7s do vencedor da prova!…
Mesmo se estes pilotos na neutralização da hora de almoço demonstravam a sua indignação e vontade de reclamar junto da organização para a atribuição de um tempo administrativo – algo que julgamos teria toda a lógica – isso acabou por não acontecer.
Acabou por vencer Bruno Marques, que se ainda se viu suplantado por Gonçalo Henriques (Renault Clio Williams) – claramente um dos mais rápidos em Tábua -, mas que durou pouco pois logo no troço seguinte desistiu com problemas de transmissão, limitando-se a gerir o avanço conquistado. Telmo Neto (BMW E30) foi o terceiro classificado ultrapassado no último troço por um endiabrado António Santos. Uma referência para Gonçalo Figueira, com andamento muito vivo no vetusto Citroen Ax conseguiu ser quarto da geral.
Quanto aos inscritos no CCR, Nuno Mateus (Peugeot 206 GTi) desde muito cedo ficou na frente, pelo que o piloto de Vagos se limitou a cumprir o percurso alcançando em Tábua um excelente resultado que o relança no CCR. Vítor Gomes (Peugeot 306) foi segundo e José António Marques (Peugeot 206 GTi) fechou o pódio. Uma palavra para David Lucas, que não fosse a desproporcionada (para não lhe chamar outra coisa) penalização na superespecial teria terminado facilmente em segundo no CCR.
Uma palavra ainda para Pedro Lança, de regresso aos ralis continentais, “fazendo voltar às lides” um antigo colega dos sites especializados, Ricardo Batista. Ao volante de um Citroen Saxo mais “habituado” aos Açores (mas que esteve no recente Constálica Rali Vouzela nas mãos de Luís “Bob” Martins), começou por dar um toque num lancil na primeira passagem pela SE empenando o eixo traseiro (entre outras mazelas, entretanto resolvidas) e com esse empeno tentou andar no domingo, mas o eixo “fartou-se” e o piloto de Sines acabou a prova mais cedo! Esperamos que se mantenha a vontade de ir à Pampilhosa! Terminaram a prova 14 dos 25 concorrentes à partida num rali onde nos chamou à atenção (pela positiva) os muitos Marshalls espalhados pelo percurso, a maioria deles muito jovens.
Actualização
António Santos (Opel Kadett 2.0) acabou por ser desclassificado nas verificações finais devido a ter menos 5 kg do que o peso mínimo (o piloto, sem contestar a decisão, alegou que pensava estar legal pois julgava que o peso mínimo eram os 1020 kg (exactamente o valor obtido nas verificações iniciais).
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