O madeirense Pedro Paixão foi ao Algarve fazer a sua estreia continental, e acabou por rubricar uma óptima prestação na sua prova de estreia fora do arquipélago.
"Tivemos um grande andamento no Algarve," começou por explicar o piloto de 23 anos à RTP Madeira. "Foi um óptimo resultado e estou super satisfeito com o que aconteceu."
Com Luís Neves no banco do lado direito, revelou que conseguiu desde o início "mostrar o nosso ritmo e impôr o nosso andamento, mostrando que estávamos lá para tentar vencer as duas rodas motrizes."
O piloto do Renault Clio R3 esteve sempre próximo da liderança das 2RM, primeiro atrás de Pedro Antunes e depois atrás de Diogo Gago, e só a partir da décima classificativa é que deixou de tentar chegar ao algarvio que viria a vencer a categoria. "Houve uma altura em que percebi que já não valia a pena lutar mais e nessa altura 'levantei o pé' e decidi trazer para casa o 2º lugar em vez de trazer o carro 'dentro de sacos pretos'..." explicou o madeirense com sentido de humor.
Com uma curta carreira em ralis, veio pela primeira vez ao continente e bateu-se logo com os mais rápidos do CNR, o que é pouco habitual entre os madeirenses. "O Rali do Algarve é quase como o Rali Vinho da Madeira e nem eu estava ciente disso. Quando parti para fazer o rali pensava que era mais curto e que não puxasse tanto pelo físico, mas trás muita vantagem a nível de ritmo para ralis futuros aqui no regional ou até em ralis futuros do nacional."
Pedro paixão reconhece que "São provas que nos trazem muito ritmo", estando agora a analisar projectos para 2018, e não excluindo a presença em provas do Campeonato Nacional de Ralis e até internacionais, mas mantendo-se no Campeonato de Ralis Coral da Madeira onde este ano se sagrou campeão de RC3.
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