Maro Engel e a Mercedes venceram a Taça do Mundo FIA de GT, disputada hoje em Macau, ao passo que Álvaro Parente terminou no sétimo lugar numa prova disputada a um ritmo infernal.
Os pilotos do construtor de Estugarda arrancaram da primeira linha da grelha de partida e mantiveram os seus lugares, seguidos de Stefan Mucke, que levou no seu encalço os dois homens da Audi.
Engel foi distanciando-se no comando, ao passo que Renger van der Zande servia de tampão aos seus perseguidores. No entanto, o piloto da Aston Martin mostrou-se muito ameaçador e, durante as dobragens os dois acabaram por se tocar, ficando a carroceria do Mercedes a roçar insistentemente no pneu traseiro/esquerdo.
Com a natural falta de velocidade de ponta do carro germânico de van der Zarde, Mucke atacou, por fora, o segundo posto na travagem para Lisboa, mas o holandês vendeu cara a derrota e quem acabou por beneficiar foram os homens da Audi, que ultrapassaram os dois, acabando o alemão também por ultrapassar o Mercedes logo de seguida.
Os perseguidores de Engel passaram a rodar no ritmo infernal do líder, assistindo-se a um comboio de alta velocidade pelas exíguas ruas da Montanha. Contudo, Vutthikorn Inthraphuvasak bateu na curva do Paiol, obrigando à entrada do Safety-Car, o que desfez a vantagem construída pelo alemão.
No entanto, e apesar do Safety-Car ter rodado a baixa velocidade na tentativa de sobrarem algumas voltas de competição até à bandeirada de xadrez, John Shen não conseguiu evitar um despiste, despoletando uma carambola, na qual foi apanhado André Couto.
A corrida acabaria por ser definitivamente interrompida, tendo Maro Engel vencido a primeira Taça Mundial FIA de GT, seguido de Rene Rast e Edoardo Mortara. Porém, o italiano da Audi seria penalizado com vinte segundos por ter realizado falsa partida, o que o atirou para o quinto posto final e promoveu Mucke ao degrau mais baixo do pódio.
Van der Zande, apesar de não ter ido além do quarto posto, depois de passar pelo segundo lugar, ofereceu à Mercedes a Taça do Mundo FIA de GT.
Álvaro Parente terminou no sétimo posto, tendo ficado na segunda metade do pelotão, depois do incidente que envolveu Richard Lyons, Kévin Estre e Earl Bamber logo em Lisboa. O português chegou a passar pelo sexto posto com um ritmo muito próximo dos pilotos que rodavam na frente da corrida – chegou a ter o segundo melhor sector da corrida – mas sem velocidade de ponta, acabou por perder um lugar para Darryl O’Young, vendo a bandeirada de xadrez no sétimo posto.
André Couto arrancou da vigésima posição, mas realizou uma boa recuperação até ao décimo primeiro lugar até ser apanhado pelo despiste de Shen.
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