O Rali Casinos do Algarve teve um golpe de teatro no penúltimo troço quando Pedro Meireles furou e inverteu a tendência da disputa do título. Pode-se afirmar que o furo de Meireles e a consequente descida na classificação foi a derradeira troca de posição quanto ao favoritismo do título que era disputado entre José Pedro Fontes e Ricardo Moura.
Aparentemente Ricardo Moura esteva mais forte para a conquista do título, mas se analisarmos troço a troço veremos que em termos virtualmente pontuais as coisas estiveram equilibradas.
À partir do rali Fontes somava 145,5 pontos contra 136 do piloto açoriano, uma diferença de 9,5 pontos.
No arranque do rali Moura começa a liderar e Fontes é 3º, com a vantagem pontual para este último. No 2º troço Fontes desce a 4º e a vantagem passa para o lado de Moura que a mantém até ao 4º troço quando é Carlos Vieira quem assume a liderança. Com Moura a somar 20 pontos do 2º lugar mais 0,5 de um triunfo em troço, e Fontes a somar 14 do 4º lugar, é o homem do DS3 R5 que leva vantagem pontual no final do primeiro dia.
Chegamos ao dia de Domingo o atraso de Carlos Vieira na 5ª PE deixa Moura na liderança do rali, a vantagem passa para o lado do açoriano, já que soma 25 pontos contra os 14 de Fontes.
Na 6º PE Vieira cai mais posições e Fontes sobe a 3º, mas a vantagem continua do lado de Moura. Aos 8 pontos de vantagem na classificação do rali somam-se mais 1,5s pontos pelo triunfo em três troços para o homem do Ford Fiesta R5 da ARC Sport. Isto leva-os a um empate pontual, e em posição de empate é Moura quem leva vantagem.
Na 7ª PE Meireles fura e Fontes sobe ao 2º posto, e aí acaba-se a margem para Moura conseguir inverter a situação.
Fazendo as contas, Moura esteve em vantagem em quatro troços (PEC 2, 3, 5 e 6) e Fontes noutros quatro (PEC 1, 4, 7 e 8). Num campeonato equilibrado cuja decisão se deu no derradeiro rali, o título andou a salta de um lado para o outro ao longo da prova.
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