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Opinião: Reflex(ã)o - Ep.11 - Ralis por cá e por lá!
Data: 30/11/2021 21:21

Mais um mês, mais uma crónica, a décima primeira do ano. Novembro foi o mês de fecho de vários campeonatos, por cá e por lá.

Lá por fora, o WRC teve a sua prova final, de novo com o recurso a Monza. E de novo com o campeonato a ir para Ogier, não sem uma pontinha de sorte, como é apanágio dos campeões, mas mostrando que o francês, até que poderá já não ser o mais rápido em todas as provas, mas num campeonato inteiro ainda está um degrau acima de todos os outros. Curiosamente, quase a completar 38 anos, parece que se irá retirar, pelo menos a tempo inteiro dos ralis.

Se no ano passado, Monza não teve público, este ano pensar-se-ia que a afluência fosse massiva, mas pelo que se viu, isso esteve longe de acontecer. A prova de Monza, nas suas edições “Show” teve sempre muito mais público do que a prova deste ano! Estranho ou talvez não. Um WRC anémico, com pouco interesse competitivo, um rali mais pensado para o streaming (via WRC+) do que para e espectáculo ao vivo – 3 minutos de intervalo entre carros é uma verdadeira seca -, as contingências da pandemia, que ainda afastarão muitos de viajar e afluir a eventos com aglomerados de pessoas, poderão explicar a situação.

Entretanto, no mesmo fim de semana disputou-se a última prova do ERC, e se a situação pandémica, com os adiamentos e cancelamentos, terá obrigado a esta sobreposição, foi visível que ambas as provas foram prejudicadas por isso. Algo que, com ou sem pandemia não deverá de todo repetir-se em 2022, já que o promotor dos dois campeonatos passou a ser o mesmo e os recursos irão ser devidamente aproveitados, o que impedirá de todo provas simultâneas, e ainda bem. Por cá aconteceu algo de semelhante, com Mortágua e o Luso Bussaco, mas estranhamente, ou talvez não, foi a prova que ‘não contava para nada’ a ter a preferência do público! Espera-se é que situações destas não mais se repitam.

Entretanto por cá assistimos ao final do CPR, com a prova de Mortágua. Um final de campeonato cheio de suspense, e que acabou por dar o título a Ricardo Teodósio que ao contrário de Armindo Araújo, viu as ‘estrelas’ alinharem-se todas para o coroarem. Um título que ficaria bem entregue a qualquer um dos pilotos, acabou por ir para o algarvio, claramente aquele que mais adeptos parece ter (pelo menos são mais visíveis). Porém a prova que decidiu o CPR, e o título conquistado, apenas teve impacto na ‘bolha’ dos ralis – e no caso de Mortágua, a ‘bolha’ foi bem pequena –, continuando a não se ver nada sobre ralis fora dessa ‘bolha’ (redes sociais - com os grupos, dos pilotos e de uns quantos adeptos -, e a pouca imprensa especializada que vai resistindo). Passar uma reportagem do Rali de Mortágua no Porto Canal, exactamente duas semanas após o rali, não parece ser uma grande divulgação. Mas se os clubes e quem paga a factura – pilotos e autarquias – mostram estar tudo bem, manda quem pode e (diz que) sabe! Adiante!

Ainda sobre o CPR – Mortágua foi uma prova algo atípica, onde o suspense da decisão do título tudo ofuscou - ficou mais uma vez provado, se necessário ainda o fosse, que uma prova apenas com os (poucos) concorrentes do CPR não é viável (duas dezenas de carros, mesmo com uma dezena deles R5, não fazem por si só um evento atractivo), pelo que o CPR continua a precisar da ‘muleta’ regionais (ou “Promo” ou seja lá o que a FPAK inventar).

Sendo assim não se percebe o porquê de tratarem ‘abaixo de cão’ todos esses concorrentes que servem para compor as listas e os parques fechados e de assistência das suas provas. É estranho, não é?

Em cima falamos de Ogier que aos 38 anos terá decidido retirar-se a tempo inteiro do WRC, ficando a ideia que os ralis por lá não são para os velhos! Ora em total antítese, por cá temos os quatro pilotos que lutaram pelo CPR e que no final ocuparam as quatro primeiras posições, todos já quarentões – Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes com 45 anos e 11 meses; Armindo Araújo com 44 anos e 3 meses e Bruno Magalhães com 41 anos e 5 meses, o que dá a média de idades de 44 anos e 4 meses! E pelo que se vai sabendo, em 2022 o panorama deverá ser semelhante – com todos ainda mais velhos, claro - o que não augura nada de muito risonho para o futuro do CPR e parece confirmar que por cá, os ralis não são (mesmo) para os jovens!

José Bandeira


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