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CPR - Mortágua: Tudo decidido no último segundo
Data: 07/11/2021 12:11

Bruno Magalhães terminou o ano a vencer, mas as atenções estiverem sempre na luta pelo título e aí, mesmo com Armindo Araújo “sentado num (incómodo) sofá”, Ricardo Teodósio teve que se aplicar para conseguir o título mesmo nos derradeiros metros da prova.

Com um número de participantes reduzido, mas normal, se considerarmos que Mortágua não teve troféus ou estrangeiros para compor a lista de inscritos, nem por isso a prova do Clube Automóvel do Centro deixou de ser interessante de seguir, muito pelo contrário, foi emocionante até ao último segundo da competição.

Um conjunto de factores para isso contribuiu. Logo na sexta-feira, os dois candidatos ao título – Armindo Araújo e Ricardo Teodósio – fizeram vistosos piões, só que com consequências muito diferentes. Enquanto o algarvio fez o pião logo na primeira passagem do Treino Livre, logo sem qualquer influência, a não ser um eventual pequeno susto, o piloto de Santo Tirso imitou o seu opositor mas na passagem decisiva pela Qualificação – ele que tinha sido claramente o mais rápido nos Treinos Livres – mesmo junto ao Parque de Assistência – no aeródromo local -, com isso fazendo o pior tempo, o que implicou ser, entre os pilotos dos R5, o último a escolher a ordem de partida calhando-lhe a ‘fava’ que foi a abertura da estrada.

Um começo com o pé errado, que se confirmou logo no primeiro quilómetro do primeiro troço quando Armindo Araújo teve uma algo estranha saída de estrada batendo com a frente direita num dos muito eucaliptos que ladeiam as especiais de Mortágua. “Infelizmente sofremos um furo no primeiro quilómetro e, numa travagem mais forte, poucos metros depois saímos de estrada", isto segundo o comunicado da equipa, pelo que a partir daí, restou ao piloto tirsense esperar para ver o que faria Ricardo Teodósio, já que este para ser campeão teria obrigatoriamente que conseguir 23 pontos, tendo pois que ser pelo menos segundo na prova e vencer a Power Stage.

Com o primeiro troço anulado, logo no segundo a surpresa foi grande quando Ricardo Teodósio perdeu muito tempo o que fez soar todos os sinais de alarme na (grande) comitiva do algarvio e fez, pelo contrário, abrir uma janela de esperança nas hostes da Racing Factory, equipa de Armindo Araújo. E os troços seguintes, ainda de manhã, contribuíram ainda mais para adensar a emotividade, pois Ricardo Teodósio que teria problemas no Skoda – segundo alguns no selector da caixa – perdeu mais algum tempo e ainda sofreu uma penalização de 10 segundos por atraso, isto quando tentava, pelos seus próprios meios, resolver ou pelo menos minorar o problema.

No meio disto tudo, que concentrava todas as atenções, a prova dos outros concorrentes quase passava para segundo plano, não fosse que esses pilotos poderiam, mediante o seu desempenho, ter as chaves do título, que poderiam ‘entregar’ a um ou a outro piloto. Se tudo correu mal para Armindo Araújo, com o decorrer da prova, ainda na manhã de sábado parecia agora correr mal para Ricardo Teodósio, sendo que a única notícia positiva para ele foi algo de mau para a Sports & You, com a desistência de José Pedro Fontes com problemas no alternador do Citroen C3. Com isso, seria menos um a poder travar a ascensão de Teodósio na classificação. Mas a manhã não terminou sem mais um stress quando o carro 0, um vistoso Citroen C3 Rally2, pilotado por Alfredo Barros, capotou. Mais uma neutralização na prova, mas felizmente tudo se resolveu com alguma celeridade e a especial pôde realizar-se.

Na paragem entre secções – aproveitada pelos espectadores para almoçarem, sendo que alguns, devido a todas estas situações, e por serem mais apressados, nem um troço conseguiram ver – a situação parecia pender para o piloto que sentado num incómodo sofá esperava pelo final da prova. Bruno Magalhães liderava confortavelmente com 18,9s de vantagem sobre Miguel Correia, 28,9s sobre Pedro Meireles e uns impensáveis (numa situação normal) 51,4s sobre Ricardo Teodósio. Para ser campeão, o algarvio teria que recuperar quase 33s (estava a 32,5s) para Miguel Correia e assim atingir o segundo lugar, tendo ainda que vencer a Power Stage. Mas a chave do problema seria principalmente o facto de saber se o problema que afectou o Skoda seria resolvido.

Iniciada a secção da tarde – com 44 minutos de atraso – facilmente se percebeu que o tal problema deveria estar resolvido, já que Teodósio ganhou o troço – que tinha menos de 8 Km – mas mesmo assim com uma vantagem quase residual para Bruno Magalhães, mas muito especialmente para Miguel Correia, ficando ainda a uns longos 31,7s. Já Pedro Meireles perdeu mais de 10s e como tal parecia alcançável.

No segundo troço da tarde, com cerca de 13 Km, curiosamente Bruno Magalhães fez o melhor tempo, com 0,7s de vantagem sobre Ricardo Teodósio, mas este conseguiu recuperar mais 4,1s a Pedro Meireles e 10,6s a Miguel Correia, mas mantendo a quarta posição, ainda a 21,8s de correia e a 8,2s de Meireles. Muitos nervos, muitas contas, muitas consultas aos telemóveis se faziam em Mortágua, tanto pelas equipas, como pelos espectadores. Para adensar ainda mais o stress, o acesso à internet junto às especiais, era tudo, menos especial!

Penúltimo troço do Rali de Mortágua e o duelo pelo do título a disputar-se de uma forma muito insólita – um na estrada outro no ‘sofá’! – mas mesmo assim com suspense ao nível de um filme premiado! Ricardo Teodósio vence com 4,5s de avanço sobre o piloto do Hyundai, e mais importante com 9,1s e 13,1s de vantagem sobre Meireles e Correia. Resultado, Teodósio conseguiu ascender à terceira posição, mas para ser campeão teria que recuperar os quase 9s que ainda tinha de atraso sobre Miguel Correia. E mais, teria que ser o melhor na especial. Mesmo só com um dos candidatos ao título no ‘palco’, maior suspense seria difícil!

E na última especial, a Power Stage com os seus pontos adicionais – 3, 2, 1 – Ricardo Teodósio abriu o livro – no local onde estava, curiosamente o mesmo onde estive no Rali de Portugal, o algarvio vinha ‘com tudo’, num misto de pilotagem espectacular mas muito eficaz que, vendo os tempos, deu certo. No final, digno do melhor filme de suspense, Ricardo Teodósio venceu a especial e recuperou mais que o tempo necessário para chegar ao segundo lugar e terminou com 6,9s de vantagem sobre Miguel Correia, sagrando-se assim campeão.

“Tive de gerir a prova de uma forma diferente. Estava a pensar ter de fazer uma prova toda ao ataque, e tive de me acalmar e também de resolver um problema com o carro. Depois de ter resolvido o problema na assistência, conseguimos chegar ao 2º lugar, ganhar a Power Stage e alcançar o título […] Não podia estar mais feliz”, palavras emotivas do algarvio no final do rali.

Na prova, Bruno Magalhães termina o ano com uma saborosa vitória, a primeira como o novo Hyundai, o que, se espera, deixa excelentes perspectivas para 2022, onde pelo menos Armindo Araújo já confirmou a presença, "para o ano estaremos cá de novo para poder lutar pelas vitórias e pelo título", segundo refere o comunicado de imprensa.

Falta saber que outros pilotos estarão presentes, num campeonato que se espera possa ser tão ou mais disputado que o deste ano, mas que se deseja mais participado.

Mas não só o campeonato absoluto se decidiu em Mortágua, já que também o de 2 Rodas Motrizes estava em aberto, entre Carlos Fernandes e Ernesto Cunha. Carlos Fernandes foi sempre mais rápido e Ernesto Cunha, mesmo a mostrar forte progressão, não teve argumentos para contrariar a superioridade de Carlos Fernandes, acabando mesmo por desistir. Título bem entregue, só sendo pena que nas 2 Rodas Motrizes, a participação seja tão escassa, algo que deveria preocupar os responsáveis. É que nem só de Rally2 se faz um CPR.

Uma nota final para a prova de Daniel Nunes, sempre dos mais espectaculares, e mesmo correndo numa categoria sem qualquer adversário, mostrou que o Fiesta Rally3, embora ainda e sempre muito ‘esganado’ está claramente melhor do que no início do ano.





José Bandeira


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