1ª página
Página Principal Bem vindo (a) www.sportmotores.com 18/01/2022 22:29 GMT





Calendário Actual
Janeiro - 2022
DomSegTerQuaQuiSexSab
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031    


Provas a Decorrer



Proximas 3 Provas
24 horas de Daytona
24 Horas de Nurburgring
6 horas de Fuji (WEC)








Opinião: Reflex(ã)o – Ep.9 - Ralis por cá e por lá!
Data: 29/09/2021 13:00

Mais um mês, mais uma crónica, a nona do ano. Setembro sempre foi mês de ralis e este ano não fugiu à regra. WRC, ERC, CPR e Regionais, houve de tudo.

Logo no início do mês o CPR rumou a terras transmontanas, paredes meias com a vizinha Galiza. O Rali Alto Tâmega, este ano também da Água, denominação feliz para um rali que decorre numa região onde prolifera a (boa) água. Mas mesmo se a prova decorreu paredes meias com a Galiza, pouco ou nada usufruiu dessa proximidade, tanto a nível de equipas como de público. A boa excepção foi a presença da Copa Suzuki mas muito mais poderia e deveria ser feito para aproveitar a proximidade geográfica com a Galiza.

Mas mesmo a nível interno, a promoção/divulgação das provas do CPR continua a ser quase inexistente e mesmo tendo mudado a empresa detentora dos direitos de imagem, as vídeo-reportagens continuam a chegar com imenso atraso e pouco ou nada se divulga sobre as horas e canais onde eventualmente passam. E até que não deve ser assim tão difícil fazer melhor, veja-se o trabalho de promoção/divulgação do Constálica Rali Vouzela, nomeadamente a nível de vídeo-reportagens e cobertura via rádio – uma rádio local que, com as pessoas certas, se transformou numa excelente radio rali – mostrando que mesmo com poucos meios se pode fazer muito. Há é que querer!

A nível desportivo, a prova do CAMI acabou por ser interessante de seguir, com uma boa disputa pela vitória e com um resultado final que acabou por potenciar a luta pelo título. Pena é que o interesse do CPR quase só se limite aos candidatos ao título, com um número de participantes muito reduzido, mostrando a gritante macrocefalia que sempre foi característica do CPR mas que este ano é mais evidente, com quase total ausência de interesse competitivo para além da luta pelo título.

Este ano fora do CPR, o Rali dos Açores acabou por pouco ser afectado por isso, já que a qualidade do plantel do ERC e também do Campeonato dos Açores acabou por proporcionar um rali interessante de seguir, embora o nível de percalços sofridos pelos pilotos, especialmente no 1º dia, acabasse por provocar muitas desistências. Mesmo se alguns voltaram ao abrigo do Superally, na maioria dos casos já participaram sem nenhum objectivo desportivo, o que pouco acrescenta ao espectáculo. Mas onde mais uma vez os Açores se destacaram, foi na cobertura televisiva, tal como já tinha acontecido no Vinho Madeira. Não tanto pelo promotor do ERC, que se limitou a um streaming pouco interessante e aos habituais resumos diários - um na sexta, outro no sábado – e um resumo final - na terça. Continuo a achar pouco para um promotor que até tem dois canais televisivos com larga difusão, mas que depois pouco os aproveita.

Salvaram-se no Eurosport a qualidade desses resumos, nomeadamente as fabulosas imagens do troço das Sete Cidades. Mas se os estrangeiros [Eurosport] fazem apenas os serviços mínimos, a RTP Açores fez os serviços máximos, com um acompanhamento total do rali. Excelente cobertura merecedora de todos os encómios. E, já agora, em boa hora que a RTP Açores e a RTP Madeira chegaram (e chegam) ao continente.

Perante esta difusão televisiva (e não só, convém não esquecer também a radiofónica), talvez os pilotos (da frente) do CPR, alegadamente os que tudo decidem, tenham ficado aborrecidos com a decisão tomada de excluir a prova açoriana do CPR. Ou será que continuam a preferir fazer o Rali de Portugal em (quase) total anonimato? Fica a dúvida. Mas como ‘os donos disto tudo (ddt)’ deverão estar quase a tomar as suas decisões para 2022, basta aguardar. Na minha perspectiva, o CPR precisa de um abanão a nível das provas que o constituem e não viria nenhum mal ao mundo, muito pelo contrário, que uma ou duas ´descansassem’ durante um ano dando lugar a novas provas, em locais distintos e certamente muito interessantes, que os há, tanto no continente como nas ilhas. Mas como não faço parte dos ‘ddt’, tenho que me limitar a opinar, mesmo que até isso a alguns custe a ‘engolir’!

Entretanto tivemos o regresso ao WRC do Rali da Acrópole! Diria que foi mais uma prova com pouco ‘sal’ começando por uma superespecial no mínimo estranha e que no seu todo pouco interesse desportivo teve, tal como tem acontecido ultimamente no Mundial. Mais do que carros novos muito rápidos mas caríssimos, o que o WRC precisa é de mais marcas/equipas que lutem pelos primeiros lugares, porque este ano, ao termos apenas duas equipas a fazê-lo os ralis normalmente só têm interesse no primeiro dia [sexta-feira] e nalguns casos, este ano esporádicos, no sábado, já que o domingo, apenas existe algum interesse na Power Stage. Pouco para um Mundial. Espera-se que a Finlândia e os seus espectaculares troços possam trazer alguma animação extra.

Lembram-se de na crónica anterior ter falado da participação de Loeb e Delecour com os Peugeot 306 Maxi no Rali Mont-Blan Morzine e de todo o impacto que isso provocou. Partiram com números baixos, na lista de inscritos normal e perfeitamente incluídos no plantel do campeonato. Embora o campeonato francês seja excelente e a federação [FFSA] faça um trabalho a todos os níveis eficaz na promoção e divulgação dos eventos que supervisiona – bem que se podia por cá aprender alguma coisinha com os franceses! – veja-se a diferença de impacto/mediatização entre o Mont-Blanc e o Couer de France que se disputou no passado fim de semana. Pois é, a participação de pilotos mediáticos é sempre uma mais-valia para as provas, mas há que os tratar como iguais, mesmo que venham com excelentes carros, e não coloca-los no final da lista e impedi-los de fazer o primeiro troço. Falo da participação de Armindo Araújo na prova da sua terra. E não fosse o CAST [Clube Automóvel de Santo Tirso] ser liderado por pessoas inteligentes ainda teriam colocado um intervalo maior entre a prova do CNR e a prova Extra, tudo, claro, a bem do “espectáculo” (sic!).

José Bandeira


Links relacionados
 
Noticias:
   Opinião - Ralis 2022: Uma proposta alternativa
   Opinião: Agora é que querem mesmo matar os regionais de ralis
Categorias:
   Nacional
   Ralis
   Crónicas
FotoFlash

Galeria
Galerias de Fotos









Mail List
Se pretender receber informação periodica sobre este site por favor inscreva-se indicando o seu:
Nome:
E-mail:



R4 Sim Racing

Direita3 - Desportos Motorizados

     Copyright sportmotores.com 2000-2007
Envie as suas noticias para press@sportmotores.com
Comentários e Sugestões: webmaster@sportmotores.com