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Opinião: GP da Hungria - Desmontar as teorias de conspiração
Data: 03/08/2021 17:19

Valtteri Bottas foi um dos protagonistas do Grande Prémio da Hungria pelos piores motivos, mas o finlandês foi vítima das suas fragilidades e não executor de uma estratégia dúbia.

Nos tempos que correm rapidamente surgem as teorias da conspiração, quando algo de anormal acontece. Sempre existiram, mas hoje, as redes sociais dão-lhe um palco que nunca tiveram e não é anormal assistirem-se a discussões nas mesas de café virtuais que tem como ponto de origem a ideia de que algo que tem uma explicação simples, afinal tem motivações duvidosas arquitectadas por vilões sem escrúpulos.

No Grande Prémio da Hungria, que já tinha um enquadramento tenso devido ao incidente de Silverstone, voltou a assistir-se a um caso que envolveu pilotos da Mercedes e da Red Bull, o que rapidamente acendeu o rastilho das teorias da conspiração, apontando que Bottas atirara para fora de prova Verstappen de propósito.

O finlandês falhou completamente o ponto de travagem, entrando pela traseira adentro do McLaren de Lando Norris, tendo este acertado no holandês. O piloto da Mercedes, com o seu carro desgovernado, foi ainda embater no monolugar de Sérgio Pérez.

Bottas e Pérez abandonaram no momento, ao passo que inglês chegou às boxes de onde não voltaria a sair. Já Verstappen, pôde continuar na corrida, mas com tantos danos no lado direito do seu Red Bull, não conseguiu melhor que cruzar a linha de meta do Grande Prémio da Hungria no décimo lugar.

É preciso ter em conta que a pista estava molhada pela primeira vez no fim-de-semana magiar quando foi iniciada a corrida e nenhum dos pilotos tinha uma ideia clara do comportamento dos pneus intermédios naquelas condições.

Neste contexto, qualquer um dos concorrentes estava a descobrir os níveis de aderência, e Bottas, com um péssimo arranque, viu-se ultrapassado por Norris, que cruzou a pista da direita para a esquerda de modo a ficar à frente do Mercedes e defender a sua posição, algo a que tem todo o direito, tendo o finlandês ficado, subitamente, com um carro imediatamente à sua frente, o que o terá distraído, perdendo os seus pontos de referência.

A partir daí o incidente era inevitável, e com o monolugar negro em cima do cor-de-laranja, Bottas ficou sem apoio aerodinâmico, bloqueando as rodas dianteiras, o que o atirou para a traseira do McLaren.

O carro de Woking foi de encontro ao Red Bull de Verstappen, passando a menos dois metros do Mercedes de Hamilton. Sem qualquer controlo do seu monolugar, Bottas acertou em cheio em Pérez.

Ora, para que tudo isto fosse obra de um plano ardiloso e maquiavélico de modo a atirar o piloto holandês para fora de prova, era preciso ter uma bola de cristal, dado que ao apoiar-se em Norris para acertar em Verstappen as variáveis eram imensas e Hamilton poderia até ser uma vítima do seu próprio colega de equipa.

Bastava que o inglês abordasse a primeira curva de uma forma mais cautelosa, o que era perfeitamente possível dado não ter ameaças por perto e a pista estar difícil, e apanharia com o McLaren do seu conterrâneo em cima.

Valtteri Bottas cometeu um erro grave, disso não há qualquer dúvida e a penalização de cinco lugares na grelha de partida no próximo Grande Prémio é mais que merecida.

O finlandês não é um piloto inexperiente e, quando foi ultrapassado por Norris, deveria ter previsto uma situação como aquela em que se viu envolvido, mas é sabido que não é dos pilotos mais brilhantes nas lutas corpo a corpo, sendo esta uma das suas fragilidades.

Como se percebe a explicação é simples e, só alguém com má vontade pode alimentar teorias da conspiração. Os próprios homens da Red Bull, apesar de agastados com a falta de jeito de Bottas, nunca deram crédito à possibilidade de ter sido uma manobra de contornos poucos claros. Numo mundo em que por vezes a paranoia se impõe, a postura de Christian Horner, Helmut Marko, Max Verstappen ou Sérgio Pérez diz tudo quanto ao ridículo que são as teorias da conspiração, neste caso.

Jorge Girão


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