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Opinião: Reflex(ã)o - Ep. 7 - Ralis por cá e por lá!
Data: 02/08/2021 20:45

Aqui vai a sétima crónica do ano, num mês de Julho onde por cá os ralis foram escassos.

Mais um mês, mais uma prova do WRC. E mais uma prova pouco interessante! As provas do WRC estão a ficar cada vez menos competitivas e se antes isso era mais visível no o último dia, quase sempre uma espécie de passeio dominical, exceptuando a powerstage (PS), agora até o dia de sábado muitas vezes se torna desinteressante. O facto de termos apenas duas marcas a lutar pela vitória, a que se junta o facto haver desistências logo no primeiro dia (o que é normal), leva a que as diferenças entre os concorrentes sejam na maioria dos lugares demasiado grandes para permitir recuperações. A PS, criada para trazer algum interesse extra ao dia de domingo, acaba por condicionar o andamento dos pilotos e ser também muito condicionada devido aos pneus que cada concorrente tem disponível, daí a recente proposta de Elfyn Evans que deveria haver pneus novos para todos na PS. Mas quando se quer reduzir o número de pneus nas provas, esta medida seria contraproducente. Mas todos já perceberam que há que fazer alguma coisa para tornar as provas do WRC mais competitivas e interessantes.

Ora, como tenho por norma não apenas criticar, mas também apresentar alternativas (que poderão ser criticáveis, claro), a minha proposta seria que em cada dia de prova fossem atribuídos pontos [5, 4, 3, 2, 1] na classificação apenas das especiais desse dia, levando assim que os pilotos deixassem de se ‘arrastar’ pelos troços, procurando ganhar alguns pontos extra. A PS manter-se-ia com o mesmo sistema, sendo que assim a questão dos pneus deixaria de ser tão acutilante, porque mesmo quem estivesse em superally teria todo o interesse em andar depressa para ir ganhar alguns pontos nesse dia e não apenas poupar pneus para a PS. Um piloto que tivesse desistido no primeiro dia, caso voltasse ao rali e fosse claramente o mais rápido nos outros dois dias e na PS poderia arrecadar 15 pontos. Mas para isso teria que andar depressinha, claro! Na pontuação final, a atribuição de pontos deveria ser aumentada, ainda que ligeiramente (vitória, de 25 para 30 pontos, e todos os outros lugares com upgrade semelhante), mantendo-se assim a prevalência da vitória nas provas.

Ainda lá por fora, tivemos entretanto mais uma prova do ERC, no caso o Rali di Roma Capitale. E que prova, um plantel de luxo, mas com domínio dos pilotos locais. Será que algo de semelhante vai acontecer em Fafe, num terreno que os portugueses conhecem de olhos fechados (mas que mesmo assim, pelo que se ouve falar [vide as afirmações do campeão nacional de 2019], não deixam de ‘reconhecer’ afincadamente)!? Seria bom, mas sinceramente, muito improvável. As contas do campeonato, as condições (ou a falta delas), serão certamente algumas das desculpas mais prováveis! Ainda quanto ao ERC, é pena que uma prova como a italiana tenha tido tão pouca (ou nenhuma) divulgação no Eurosport! Se em condições normais a divulgação pelo Eurosport já é reduzida, em tempo de Jogos Olímpicos, reduz-se a zero. Mais uma vez, espero que tanto os Açores como Fafe saibam impor-se ao promotor e conseguir uma divulgação decente no Eurosport 1.

Ainda lá por fora, e voltando mais uma vez à carga, não deixa de ser frustrante ver como pilotos de várias nacionalidades apoiados pelas suas federações vão singrando na carreira e os portugueses continuam totalmente de fora desse tipo de ajudas.

Por cá, Julho foi quase um deserto quanto a ralis. Talvez por isso até fui a uma prova de Montanha, no caso o Caramulo, que fica bem perto de casa, “um ‘invento’ sem público” [sic], segundo um marshall! Fui no sábado, mas não voltei no domingo! Concluindo, cada vez que vou ver uma prova de Montanha, melhor percebo porque gosto de ralis!...

Tivemos em Julho apenas provas dos “Regionais”, duas no continente e outras duas nas ilhas. E que diferença. Os “Regionais” continentais precisam urgentemente de um upgrade, sob pena de mais ano menos ano, as Câmaras Municipais (CM) deixarem de apoiar provas apenas de carros velhos! Os responsáveis pelas CM, embora lentamente, vão percebendo que o ‘produto’ proposto pelos clubes acaba por não se materializar no produto final. E veja-se quantos municípios já tiveram ralis e deixaram de ter! Se o ‘produto’ fosse mesmo bom, os ralis manter-se-iam por muitos e longos anos nos mesmos locais. Tirando honrosas situações, no caso dos “regionais”, isso raramente acontece.

Mas para o sucesso das provas na Madeira e nos Açores muito contribui a divulgação pela TV. Ver dois ou três dias depois da prova bons resumos na TV é algo que, a nós continentais, só realça o muito (e bom) que se faz por lá, em contraponto ao pouco (e mau) que se faz por cá! Mudaram o detentor dos direitos de imagem do CPR este ano! E o que se alterou com isso? Que eu visse, nada! Embora não seja um grande consumidor de televisão, principalmente generalista, procurei e não encontrei qualquer programa sobre o Rali de Castelo Branco. Porém, procurando na RTP Açores e na RTP Madeira pude ver boas reportagens e bons programas sobre o Rali Ilha Azul e o Rali do Marítimo. Vendo o que se faz na Madeira, o que o CPR precisava era que a FPAK fizesse uma parceria com a RTP, incluindo a vinda às provas de Paulo Almada (faz toda a diferença ter alguém que sabe e, principalmente, que gosta de ralis), passando reportagens curtas nos telejornais nos dias da prova (mais curtas na RTP1 e um pouco mais extensas na RTP3) e um programa na terça ou quarta-feira seguinte à prova, na RTP3, e que depois poderia ser disponibilizado para outros canais (Sport TV, Bola TV, Porto Canal, e outros).

Por fim, uma provocaçãozinha aos pilotos do CPR que vão participar no Rali Vinho Madeira: será que vão conseguir aguentar quase 160 Km de troços!? Olhem que são mais 60% de quilometragem daquilo que conseguiram impor às provas ‘nacionais’ do CPR!...

José Bandeira


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