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Opinião: Verstappen aprendeu da pior forma
Data: 19/07/2021 20:01

O inevitável aconteceu! Aquilo que Lewis Hamilton e Max Verstappen prometiam acabou por sucerder, um toque entre os dois, que acabou com a prova de um, neste caso do holandês. Mas o porquê de ter acontecido agora?

Desde há diversas corridas que se previa que, mais tarde ou mais cedo, o piloto da Red Bull e o da Mercedes se pudessem encontrar em pista com resultados catastróficos para, pelo menos, um deles e no Grande Prémio da Grã-Bretanha acabou por suceder.

Hamilton e Verstappen têm vindo a lutar pelo título desde a primeira prova da temporada e logo na primeira corrida, em Sakhir, lutaram por posição, situação que se repetiu em Imola, Algarve, Espanha e agora em Silverstone.

Se em Portugal tudo correu sem grandes dramas, assim como no Bahrein, em Itália e em Espanha assistiram-se a toques, que acabaram por passar impunes.

Max Verstappen é, desde que chegou à Fórmula 1, um piloto agressivo e essa tem sido essa a sua postura nas lutas com Lewis Hamilton.

O inglês, por seu lado, tem uma abordagem ligeiramente distinta, olhando para cada batalha em pista como uma etapa de uma longa jornada que tem como destino o título mundial.

Por isso mesmo, em Barcelona e em Imola, o homem da Mercedes levantou o pé quando foi atacado pelo seu rival, evitando males maiores, crendo que tinha um carro capaz de lhe reverter a situação a seu favor, o que acabou por acontecer no Grande Prémio de Espanha.

Foi com este passado que os dois pilotos se encontraram em Silverstone, mas com uma nuance – Hamilton, neste momento, não tem carro para se bater de igual para igual com Verstappen.

O inglês sabia que, se quisesse vencer frente ao seu público no passado domingo, teria de suplantar o holandês até Becketts, local onde a superioridade do Red Bull RB15B Honda se faria sentir face ao Mercedes W12.

Logo na primeira curva após a partida do Grande Prémio da Grã-Bretanha, assistiu-se a um toque entre os dois, depois de Hamilton ter arrancado melhor.

Verstappen manteve o comando, com uma manobra agressiva, e na recta Wellington, os dois carros voltaram a tocar-se, sendo evidente que nenhum deles tinha como recurso ceder.

Quando chegaram a Copse, uma das curvas mais rápidas do mundial, negociada a mais de 290 Km/h, estavam lado a lado, com Hamilton por dentro.

O piloto da Red Bull, como é seu timbre, não se atemorizou e atirou-se para a curva crendo que o inglês levantaria o pé, coisa que este não fez – o choque foi inevitável e Verstappen saiu de pista a grande velocidade, embatendo violentamente nas barreiras de protecção, com uma desaceleração de 51G.

Os comissários desportivos acabaram por considerar que Hamilton contribuiu mais para o incidente que o holandês, mas na verdade, ambos foram responsáveis pelo contacto, dado que nenhum levantou o pé.

Para além disso, Verstappen atirou-se para a curva como se não tivesse ninguém ao seu lado, sabendo que tinha Hamilton ao seu lado, uma vez que os carros chegaram a estar par a par.

Na minha opinião, foi um incidente de corrida criado pela decisão de ambos manterem o pé a fundo. O holandês esperava que o seu rival, à semelhança do que já acontecera anteriormente, abandonasse a manobra, mas desta vez essa expectativa correu-lhe mal.

Verstappen, para além disso, que estava numa situação desfavorecida por estar por fora, não mostrou grande sentido estratégico. Com trinta e oito pontos de avanço para Hamilton e com um carro superior tecnicamente, poderia ter uma abordagem mais defensiva, manter o segundo lugar e tentar vencer ao longo da corrida.

Na pior das hipóteses, ficaria em segundo perdendo apenas oito pontos para o inglês na luta pelo título. Com a sua postura de ataque e de não fazer prisioneiros, acabou fora de prova e a perder vinte e cinco.

Verstappen acaba por sair de Silverstone como o grande perdedor e com a certeza de que as suas lutas com Hamilton serão diferentes daqui para a frente, tendo aprendido da pior forma. Felizmente, sem consequências físicas…

Jorge Girão


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