1ª página
Página Principal Bem vindo (a) www.sportmotores.com 18/01/2022 21:59 GMT





Calendário Actual
Janeiro - 2022
DomSegTerQuaQuiSexSab
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031    


Provas a Decorrer



Proximas 3 Provas
24 horas de Daytona
24 Horas de Nurburgring
6 horas de Fuji (WEC)








Opinião: Os ralis podem ser elétricos já amanhã
Data: 15/07/2021 18:09

A recente proposta da Comissão Europeia (CE) para acabar com os motores de combustão já em 2035 coloca mais pressão no desporto automóvel para a mudança que me parece que todos desejamos atrasar o mais possível: A transição para as motorizações totalmente elétricas.

Corridas de pista e ralis são as principais vertentes do desporto automóvel, e se nas pistas parte dos principais campeonatos já estão parcialmente eletrificadas (F1, Endurance e Le Mans tem motorizações híbridas há anos, e já há a Fórmula E e o ETCR totalmente elétricos) nos ralis só agora vamos começar, pelo mundial em 2022.

A proposta da CE significa que os ralis terão de ter carros 100% elétricos dentro de poucos anos, senão deixam de ser um produto atrativo para os construtores. Se os construtores não virem nos ralis uma ferramenta de marketing, deixam de homologar novos carros e deixam também de apoiar as provas de estrada. Não estou a falar apenas do mundial de ralis, estou a pensar em todos os campeonatos. Imaginem os novos Rally1, Rally2, Rally3, Rally4 e Rally5, em 2030 provavelmente serão todos elétricos ou muito perto disso. Não será por acaso que o regulamento dos Rally1 que arranca em 2023 só é válido por 3 anos.

Custa muito pensar nisto por duas razões: Primeiro está tudo a acontecer a uma velocidade avassaladora, depois o som dos motores é um dos principais atrativos do desporto automóvel. Como é que será ir ver um rali numa floresta sem ouvir barulho dos motores? Não sei como será, mas não me parece que venha a ser tão agradável como é agora.

Claro que os "velhos do restelo" dirão que ralis serão sempre com motores de combustão e existirão sempre carros como existem agora os VSH e os Clássicos. Isso será verdade, se no futuro esses carros puderem correr.

O organizador do do rali de legends de Spa Francorchamps dizia-me há umas semanas que na Bélgica só é possível organizar ralis sem problemas em Ypres e em Francorchamps. Em todas as outras regiões a autorização das provas por parte das autoridades locais é cada vez mais difícil, por causa da oposição das forças ambientalistas que cada vez têm mais poder junto da população e das autoridades locais. Ele frisava que esta força de bloqueio é recente, tem um ou dois anos apenas, mas que está a ganhar musculo muito rapidamente.

A demonização dos motores de combustão e a indiferença das novas gerações em relação ao automóvel, pode levar a que nos próximos anos as provas de estrada sejam vistas como algo inaceitável, especialmente se forem disputadas por veículos com motores de combustão.

Por tudo isto os ralis têm dois desafios pelo frente, um para os adeptos e outro para a sociedade em geral. O primeiro é acompanhar a evolução tecnológica das motorizações sem perder a aura de magia que os carros de ralis têm para o público; O segundo é afirmar-se enquanto evento desportivo que implica fechar estradas numa sociedade expetavelmente cada vez menos virada para o automóvel, e logo menos tolerante a este tipo de desporto.

A proposta da CE ainda terá de ser votada no Parlamento Europeu, e não é certo que seja aprovada, pois há países que entendem ser 2035 um horizonte muito curto. Independentemente de ser aprovada ou não, dá para entender qual o caminho do futuro e a dimensão das forças que o tentam impôr.

Se duvidas houvesse, o recente anúncio dos planos de eletrificação das gamas do grupo Stellantis, feito por Carlos Tavares, esclareceu-as. O português foi um dos poucos nomes da industria automóvel que alertou várias vezes para os riscos de uma transição acelerada para o automóvel elétrico, mas independentemente da sua opinião tem um imenso grupo automóvel para gerir.

Como adepto de desporto automóvel e como cidadão não gosto da velocidade a que o automóvel elétrico está a ser imposto na Europa. Mas isto parece uma inevitabilidade, e 2035 é já daqui a 14 anos e vamos chegar lá rapidmente.

Este espaço temporal pode parecer longo? Olhem que não é. Olhamos para a Tesla como um construtor recém aparecido, mas o primeiro Tesla foi lançado já há 13 anos.



Links relacionados
 
Noticias:
   Opinião: Então aquilo em Castelo Branco não correu bem?
   Opinião: O que nos trará de diferente o Rali Safari?
   Opinião: Reflex(ã)o – Ep.6 - Ralis por cá e por lá!
   Opinião: O karma da Hyundai no Mundial de Ralis
Categorias:
   Nacional
   Ralis
   Ralis
   Crónicas
FotoFlash

Galeria
Galerias de Fotos









Mail List
Se pretender receber informação periodica sobre este site por favor inscreva-se indicando o seu:
Nome:
E-mail:



R4 Sim Racing

Direita3 - Desportos Motorizados

     Copyright sportmotores.com 2000-2007
Envie as suas noticias para press@sportmotores.com
Comentários e Sugestões: webmaster@sportmotores.com