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Opinião: Reflex(ã)o – Ep. 5 - Ralis por cá e por lá!
Data: 03/06/2021 15:45

Mês de Maio, mês de Rali de Portugal (VRP), pelo menos nos anos mais recentes, excepto 2020, por motivos bem conhecidos. Ora em 2021 chegou a temer-se que 2020 se pudesse repetir. Felizmente que isso não aconteceu e só se pode felicitar o ACP por ter conseguido, e com sucesso, levar para a estrada a edição deste ano do VRP. Com muitas condicionantes, com custos, que vendo o imenso contingente policial – analisado à posteriori, o que é sempre fácil, claramente exagerado –, devem ter sido astronómicos, com inovações a nível da informação em tempo real aos espectadores, o ACP conseguiu realizar uma prova com público sem que os “censores” do costume levantassem ondas sobre ajuntamentos de pessoas no evento. Também porque esse mesmo público foi na generalidade muito ordeiro e cumpridor, mostrando a sua paixão pelos ralis. Assim se comportasse o público noutros eventos!...

Quanto à parte desportiva o rali foi interessante de seguir, porém, se os carros do WRC continuam espectaculares, o facto de termos apenas duas marcas a lutar pelas vitórias, já que a M-Sport apenas parece suspirar quanto muito por um lugar no Top5, é um forte entrave a uma maior competitividade do campeonato. Ter apenas duas marcas, mesmo se ambas com três pilotos com capacidade para ganhar, não é a mesma coisa que ter três ou quatro marcas a lutar pelas vitórias. Pode ser que com a introdução dos ‘politicamente (um pouco) mais corretos’ Rally1 híbridos, a M-Sport consiga encontrar o budget para estar um pouco mais perto da Hyundai e Toyota, tanto a nível de carro como de pilotos. Mesmo que isso aconteça, o que é improvável, é crucial que o WRC consiga atrair (pelo menos) mais uma marca. A saída da Citroen foi uma machadada forte no WRC tornando o campeonato bem menos competitivo e, tirando pontuais notícias (que mais parecem) ´plantadas´, não se vislumbra, para já, qualquer luz ao fundo do túnel.

Por vezes pergunto-me se o tipo de carros do WRC - baseados em viaturas do segmento B, isto é, pequenos utilitários, que não despertam paixões, sendo apenas uma compra lógica por uma ou duas razões: por serem pequenos e ágeis no trânsito citadino e/ou porque as pessoas não têm dinheiro para comprar melhor - têm lógica serem tão caros de construir, manter e fazer correr? Se não seria melhor termos uns R5 [Rally2] apenas um pouco mais vitaminados a nível de potência, reservados à primeira categoria do WRC, muito (mas mesmo, muito) mais baratos que os actuais e futuros Rally1 e assim pudessem atrair outras marcas e mais equipas tipo ‘M-Sport’? E não me digam que as provas não seriam mais interessantes de seguir se tivéssemos cinco ou seis marcas (e/ou equipas) com esses carros a lutar pelas vitórias e pelo pódio nas provas do WRC. Mesmo com os carros a andar menos, os ralis não deixariam, muito pelo contrário, de ser animados e seriam certamente mais competitivos.

Um comentário breve [tal como foi a passagem dele pelo VRP] sobre o CPR. Ponto de partida: sou contra a integração do CPR no VRP. Ora a edição deste ano veio uma vez mais reforçar essa minha opinião. Pouquíssimos concorrentes do CPR à partida do VRP, uma prova mal dimensionada num campeonato em que os pilotos “exigem” 100 Km de troços e que no VRP teve mais de 120Km e mais ainda, sem assistência intermédia. Não fosse a presença de um outsider, Bernardo Sousa, que deu que fazer a Armindo Araújo, e a prova do CPR teria sido um verdadeiro enfado. Será que o CPR ficou bem na fotografia no VRP? Respeitando opiniões contrárias, que as haverá, eu acho que não!

Embora de forma fugaz, tive oportunidade de acompanhar o Rali das Camélias, prova que traz sempre alguma nostalgia e tem o mérito de aproximar os ralis de novo da região de Lisboa – e até já deu ‘frutos’, veja-se o próximo Rali de Lisboa – onde, além de me ter ficado na retina, e não foi só a mim, certamente, um Fiat Uno superiormente pilotado por Diogo Mil Homens, se estreou um Kia Rio Rally4 com homologação nacional! A FPAK, sempre a trabalhar pelo livro FIA, a permitir uma homologação nacional! Uma (re)volução a assinalar! Infelizmente passou muito despercebida! Com o pequeno Picanto – que poderia ser bem mais acarinhado… - e agora com o Kia Rio Rally 4 – pessoalmente acho que teria sido bem mais lógico começar por um Rally 5, bem mais económico, mas adiante – e sabendo das boas relações KIA/FPAK, poderíamos ter algo que tanta falta faz, um troféu monomarca com custos controlados, que neste caso poderia ter dois patamares, um com o Kia Picanto, outro com o Kia Rio – que reforço, deveria ser um Rally5. Vamos esperar (sentados!?) para ver se algo surge no horizonte!...

Entretanto tivemos o início dos campeonatos de Clássicos, GT e Centro, com o Rali da Bairrada. Sem particularizar o caso deste rali, até porque a situação se vem repetindo, continuo a não entender o porquê da cada vez mais tardia divulgação da lista de inscritos (neste Rali da Bairrada a lista foi divulgada na quinta-feira!). Mais estranho é termos uma outra prova, também tutelada pela FPAK, no caso o Além Mar Rali TAC, na ilha Terceira, que ainda nem se disputou e que divulgou (e bem) a sua lista ainda antes da Bairrada. O mesmo país, a mesma federação, e afinal…

Nota extra: Depois de termos tido em 2020 um Rali de Castelo Branco em piso ‘misto’ espero que os responsáveis da Escuderia tenham finalmente aprendido (p. ex. com o recente Rali da Croácia, já que parece que não quiseram aprender com a Aboboreira em asfalto) que é possível fazer verdadeiros ralis de asfalto para todos os concorrentes e não apenas para os primeiros na estrada. Basta que invistam um pedacinho (muito pequeno) do budget da prova em barreiras que impeçam os cortes em muitas das curvas do percurso.



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