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Opinião: Um CPR com 8 ralis a custar tanto como 10?
Data: 03/01/2021 17:28

Estamos no início de 2021 e poucos calendários temos ainda definidos para este ano, mas depois de um 2020 atípico e com as indefinições quanto ao futuro, não me parece que isto seja um problema.

Por aquilo que foi 2020 e por aquilo que ainda não se sabe como será em 2021, a FPAK tem desculpa para o atraso nos calendários. Ninguém se quer comprometer para daqui a uns meses, mas no automobilismo marcar provas num calendário é comprometer-se para daqui a uns meses e trabalhar até lá para construir um evento.

Contudo o principal campeonato de automobilismo no nosso país - o Campeonato de Portugal de Ralis - já teve direito a um esboço de calendário com datas, resultando da vontade de um grupo de pilotos que expressaram a sua preferência para que o calendário volte a ter oito provas.

O calendário no passado já teve oito provas, contando os sete melhores resultados para apurar o campeão. Entretanto em 2017 a FPAK decidiu voltar a incluir o Vodafone Rali de Portugal no calendário e com isso subiu os ralis para um total de nove. Mas para não sobrecarregar as equipas, o número de ralis a disputar manteve-se em oito, ou seja cada equipa abdicava de um rali do calendário.

O rali de Portugal é sempre o "elefante na sala", mas temos de olhar para ele com bom senso e atentos aos dois lados. Para as equipas profissionais que tem grandes patrocinadores a prova tem interesse estratégico; para as equipas privadas de recursos limitados a prova é um problema caro, porque disputam um rali com elevados custos para rodar no fim do pelotão em pisos degradados e com pouco ou nenhum retorno já que a visibilidade é quase nula. Os tempos são outros, já não vivemos nos anos 80 ou 90 quando participar no Rali de Portugal era uma honra.

Perante o cenário dos dois parágrafos anteriores, ter oito provas em 2021 incluindo o Rali de Portugal, e na hipótese de oito provas para somar sete melhores resultados, significa que todas as equipas vão ter de se apresentar à partida da nossa prova do mundial, as grandes e bem apetrechadas e as pequenas de orçamentos curtos. Se até aqui as equipas podiam abdicar de uma prova (duas em 2020) agora terão de ir a todas, e isso inclui três ralis internacionais e/ou longos e dispendiosos (O Serras de Fafe passou a fazer parte do grupo). O peso destes ralis não é apenas na quilometragem, é na logística, custo de inscrição, etc. Num ano de crise como 2021 isto parece algo completamente desajustado.

Mas para além de se reduzir duas provas de uma assentada só, podem arrumar-se duas regiões do país do nosso CPR. Arruma-se os Açores e o Sul do país, e o Campeonato de Portugal de Ralis passa a ser o "Campeonato Norte e Madeira de ralis". Se dividirmos Portugal Continental a meio, a fronteira entre Norte e Sul fica um pouco abaixo de Leiria, significando que as provas continentais do CPR serão todas a Norte.

E que dizer dos ralis excluídos? Os Açores são um rali incrível, único, mas caro por ser uma prova do Europeu e em território insular. Tendo em conta o que se vai percebendo, provavelmente nem haverá Azores Rally em 2021, por isso excluí-lo do CPR parece o corte de um potencial problema. Mas e o Algarve? Não é um rali caro, costuma a ser até bem animado, é o único no Sul do país. Parece pouco razoável excluir o Algarve por causa de num pequeno grupo de alguns pilotos a maioria não querer este rali.

Os defensores da ideia de excluir Açores e Algarve podem argumentar que foram os dois ralis a quem foi dada uma segunda oportunidade, com remarcação de uma segunda data, e que mesmo assim não concretizaram a prova. E eu posso perguntar que valor terá essa argumentação quando houve ralis que foram simplesmente cancelados e nem uma segunda data tentaram.

Quando a pandemia começou e os cancelamentos ou adiamentos tiveram início, fiquei curioso de ver como iria a FPAK resolver o problema de um calendário de dez ralis que foi implementado em 2020. Percebeu-se que esse calendário, que terá resultado de uma agenda desconhecida, não poderia repetir-se em 2021.

O CPR vive das equipas profissionais e também das amadoras, não há campeonato só com as profissionais nem sem as amadores. Mas com um calendário de oito ralis com três provas internacionais, estamos a desincentivar as equipas amadoras a assumir a presença no campeonato, por causa de um orçamento que poderá ter metade do seu valor para apenas 3 ralis.

Votos para que tenham um bom 2021, e que o automobilismo reencontre o caminho para minimizar o impacto da pandemia. Parece certo que um automobilismo "normal" talvez só seja possível em 2022, ou até só em 2023.



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