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Opinião: Reflex(ã)o - Ralis em Portugal 2021 - 2
Data: 23/12/2020 09:00



Aqui vai um (segundo) conjunto de propostas para os ralis em Portugal, essencialmente do CPR, no próximo ano.

- Calendário (2): Se 2021 previsivelmente fosse um ano normal, defenderia um calendário com nove provas, uma a descartar pelas equipas e sete resultados a aproveitar. Mantendo aquilo que sempre defendi, a prova a sair deveria ser o Rali de Portugal. Mesmo se os pilotos “de ponta” querem a prova do WRC no CPR para melhor “venderem” os seus projetos aos patrocinadores, na prática o CPR no Rali de Portugal não passa de uma minúscula nota de rodapé e a participação dos concorrentes do CPR, quase sempre a passarem muito no fundo do pelotão, com os pisos muito degradados, a pouparem material, apenas com o fito de chegarem ao fim da prova do CPR e apenas uns poucos a “arrastarem-se” até ao final da prova, não credibiliza em nada os nossos pilotos. Mas como 2021 não deverá ser um ano normal, defendo que a FPAK não se ponha à partida a excluir provas – embora tudo aponte para que a opinião dos pilotos “de ponta” prevaleça -, quando poderá precisar de todas elas e, quem sabe, mais algumas.

- Ordem de partida (2): Em caso de participação de um piloto de alguma nomeada, nacional ou estrangeiro, com um carro de topo, leia-se Rally2 [R5], a sua ordem de partida deverá ser ajustada e o piloto deve partir numa posição que não “lhe corte as pernas” logo à partida. Em 2020 tivemos em Portugal duas provas com uma disparidade de critérios gritante: No Alto Tâmega, Dani Berdomás, vencedor da Copa Peugeot 2019, a correr com um Citroen C3 R5, foi relegado quase para o fundo da tabela, com todas as consequências negativas que isso teve para a sua prova, que mesmo assim foi brilhante, assinale-se; No ERC, em Fafe, Yoann Bonato, também em Citroen C3 R5, pelo facto de não estar inscrito no ERC, tinha um número muito alto, mas o piloto francês acabou por partir bem mais à frente, em 13º lugar, e acabou por terminar na 2ª posição da geral. Conclusão: O CPR tem muito a aprender com o ERC!

- Calendário (3): Proponho que a FPAK, os clubes, as equipas, analisem “com olhos de ver” se as provas do CPR estarão no piso correcto! Explico! Será bom continuarmos a ter um Rali de Mortágua mediano em terra quando já tivemos e poderíamos voltar a ter um bom rali de Mortágua em asfalto? Será que o Casinos do Algarve não poderia (deveria?) mudar de piso, utilizando alguns dos excelentes troços de terra que a região tem? E o Vidreiro? Será que se vai continuar a compactuar com uma prova com troços com médias superiores a 120 Km/h e que ano após ano vem tendo acidentes com extrema gravidade? A FPAK tem que ser mais assertiva e, mesmo criando “inimizades”, deve “cortar a direito”, sempre visando o lema da segurança e da competitividade.

- Aprovação dos itinerários: Na continuação do que escrevi no ponto anterior, proponho que seja criada uma comissão para aprovação dos traçados das provas do CPR (as nacionais, claro). Essa comissão deve ser constituída por dois ou no máximo três ex-pilotos de ralis que verificarão in loco os traçados das especiais e só após o seu aval, o regulamento da prova deverá ser aprovado.

- Divulgação das provas do CPR: Deveria existir um Promotor, mas não existindo, a promoção/divulgação das provas deve ter um peso acrescido na classificação das provas. Os clubes organizadores podem (devem) fazer mais para promover/divulgar as suas provas. Se isso for valorizado na pontuação dos observadores, certamente que todos tentarão (e conseguirão) fazer mais e melhor.

- Divulgação das provas do CPR (2): Mais do que um resumo vídeo alargado, disponibilizado e transmitido (quase) uma semana depois da prova, será bem mais importante a edição de um pequeno vídeo diário, com locução de quem sabe de ralis, a passar (pelo menos) nos canais televisivos de notícias e desporto.

- Organização dos campeonatos/provas: Para acabar de vez com a disparidade de tratamento entre os veículos homologados (VCH) e os não homologados (VSH), proponho mudanças na organização das provas do CPR e dos “Regionais”. O CPR deverá continuar a ser aberto apenas a veículos homologados [os tais VCH] com atribuição de dois títulos, o absoluto e o de 2 Rodas Motrizes [CPR2], com a criação também de Taças de Asfalto e de Terra. As provas “nacionais” do CPR devem estar abertas a veículos admitidos aos “regionais”, com percurso mais curto e classificação separada e com a criação de uma Taça VSH Nacional, com vencedor absoluto e vencedor dos 2RM.

Os campeonatos “regionais” – Norte, Centro e Sul – devem deixar de integrar provas do CPR, tendo calendários com ralis próprios, com um mínimo de 5 e um máximo de 8 provas, abertos a VSH e a VCH, estes com mais de três anos de homologação, mas excluindo sempre os Rally1, Rally2, Rally3 e Rally4. Em cada um dos campeonatos devem ser criadas duas taças – asfalto e terra.

Nas provas dos “regionais” devem criar-se as provas (com taças Norte, Centro e Sul), abertas aos chamados veículos X5 – todos os carros que não podem pontuar nos “regionais” -, com classificação separada e percurso diferente da prova principal. Quanto ao percurso, duas opções: ou os concorrentes [X5] não disputam a 1ª especial, partindo sempre após o “regional” ou então – a minha preferida – os X5 partem à frente para a 1ª especial e com um percurso alternativo voltam a essa especial (que será assim a segunda para eles) após a passagem de todos os concorrentes do “regional”, fazendo todo o resto do rali sempre nessa posição.



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