1ª página
Página Principal Bem vindo (a) www.sportmotores.com 20/01/2022 17:13 GMT





Calendário Actual
Janeiro - 2022
DomSegTerQuaQuiSexSab
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031    


Provas a Decorrer
Rali de Monte Carlo



Proximas 3 Provas
24 horas de Daytona
24 Horas de Nurburgring
6 horas de Fuji (WEC)








Entrevista - Ni Amorim: "Roma e Pavia não se fizeram num dia"
Data: 10/04/2019 00:30

Em entrevista enviada aos órgãos de comunicação social pela a assessoria de imprensa da ANPAC, Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, falou do que pensa da velocidade nacional.


Porque é que a FPAK entregou a promoção dos campeonatos de Velocidade (Clássicos, Legends e Open de Portugal) à ANPAC?

Atendendo à situação ocorrida com o anterior promotor dos campeonatos de Velocidade, já sobejamente conhecida, e após um breve período de reflexão, achámos por bem dar uma oportunidade à ANPAC, visto que era a entidade que ao longo dos últimos dez anos vinha a acompanhar e apoiar de perto os promotores nos diferentes campeonatos de Clássicos de circuitos.

Ora, essa proximidade por si já nos dava algumas garantias. No que respeita ao Open de Velocidade, competição criada este ano visando não só substituir o anterior Campeonato de Portugal de Velocidade mas também com um novo formato de provas, a decisão de também atribuir a promoção à ANPAC deveu-se ao facto de pretendermos agregar debaixo da mesma entidade os diversos campeonatos de Portugal de Velocidade e assim poder garantir que os fins de semana de provas tenham uma afluência igual ou, se possível, superior à dos anos anteriores. O objetivo é fazer crescer os campeonatos de Velocidade e desejo-lhes, sinceramente, muito sucesso neste empreendimento.

Quais são expectativas da FPAK quanto ao número de carros na primeira prova do Open?

Diz o ditado que “Roma e Pavia não se fizeram num dia”. No entanto, os regulamentos foram alvo de uma análise cuidada até se chegar à versão final e julgo que a solução encontrada é bastante interessante. Visámos, em primeiro lugar, alargar o leque de viaturas que podem participar no Open, nomeadamente através do alargamento do período temporal da homologação das viaturas, isto é, viaturas com homologação a partir de 2000 até à atualidade, Turismos e GT, viaturas ex-troféus, ou seja, quase tudo pode participar. É certo que se dá assim uma rutura com os paradigmas dos anos anteriores, mas julgamos que estamos no caminho certo. No fundo, este formato adequa-se mais à realidade económica que se vive em Portugal.

Por tudo isto estamos convencidos que já na primeira prova, no Circuito do Estoril, deveremos ter na grelha de partida cerca de 15 viaturas, o que a concretizar-se será um começo com bons auspícios.

Como piloto pôde percorrer o mundo e conhecer vários campeonatos diferentes e casos de sucesso. Que mudanças positivas gostaria de ver na Velocidade nacional nos próximos anos?

É uma resposta muito complicada e se houvesse uma solução fácil era só trazer a varinha mágica e estava resolvido. Mas infelizmente é muito mais complicado do que isso. Penso, e isto será quase do senso comum, que tudo tem de começar pela base, pelos mais novos, os praticantes do Karting. São eles os futuros pilotos nos campeonatos de circuitos. Deveria existir no Campeonato de Portugal de Karting uma categoria internacional para os jovens pilotos poderem medir forças e ao mesmo tempo conhecerem os seu colegas de outros países que participam nestes campeonatos de topo, mas isto é quase impraticável devidos aos elevadíssimos custos que acarreta. De seguida, e para poderem continuar a sua evolução ainda no Karting ou já fora dele, o ideal seria poderem ter um troféu de Turismos de baixa cilindrada com custos controlados ou uma competição de Fórmulas, mas mais uma vez aqui verifica-se que os monolugares trazem, sem dúvida, ensinamentos e uma experiência importante, mas também e tornam um funil cada vez mais apertado e cada vez mais caro, por vezes exageradamente caro. Todos visam chegar longe, se possível à F1, e isso, para se tornar realidade, precisa de apoios avultadíssimos que no nosso pais quase ninguém tem capacidade de conseguir.

Pode-se fazer os ditos troféus como Iniciado, de seguida e com alguns apoios de relevo procurar uma competição em Portugal para ganhar alguma experiência, e uma vez isso conseguido, se puder, o piloto poderá tentar uma competição Internacional, onde terá que estar preparado para competir com concorrentes muitas vezes bem mais apetrechados em todos os sentidos. É fundamental aprender o mais possível em cada uma destas etapas e depois estar no sítio certo na hora certa, algo que conta muito associado ao talento que logicamente tem que existir.

Pelo que disse atrás, gostaria que mais pilotos oriundos do Karting, modalidade que a FPAK tem acarinhado muito, continuassem o seu percurso para as provas de Velocidade. E se não tiverem possibilidade de tentar provas no estrangeiro, perceberem que por cá também temos bons valores e que todos juntos podemos ter campeonatos bem interessantes. A estes jovens podem juntar-se os mais experientes pilotos nacionais em provas como este novo Open de Velocidade, que esperemos que seja um formato duradouro. Partilhamos a ideia de que é preciso estabilidade regulamentar e nas competições para se poder semear e aos poucos ir colhendo e avaliando o sucesso.

A.I.


Links relacionados
 
Noticias:
   Ni Amorim distinguido pela Câmara Municipal do Porto
   ANPAC fica como Promotor da velocidade nacional
   COPV: ANPAC organiza e trabalha a promoção das provas
   Picanto Cup: Rodrigo Ferreira é o piloto FPAK
Categorias:
   Nacional
   Velocidade
   Entrevistas
FotoFlash

Galeria
Galerias de Fotos









Mail List
Se pretender receber informação periodica sobre este site por favor inscreva-se indicando o seu:
Nome:
E-mail:



R4 Sim Racing

Direita3 - Desportos Motorizados

     Copyright sportmotores.com 2000-2007
Envie as suas noticias para press@sportmotores.com
Comentários e Sugestões: webmaster@sportmotores.com