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CPR - Mortágua: Soltas do fim-de-semana II
Data: 01/05/2018 19:00

Foto: Gabriel RodriguesA segunda e última série de notícias soltas relativas ao Rali de Mortágua, terceira prova do campeonato de Portugal de Ralis.


Equipas estrangeiras foram mais-valia:
Se em 2017 a presença de Craig Breen foi uma forte mais-valia para o Rali de Mortágua e para a visibilidade do próprio campeonato, nesta edição de 2018, a presença de equipas estrangeiras, mesmo sem terem o mediatismo de um piloto oficial do WRC, foram muito importantes e deram um forte contributo para uma maior mediatização da prova. Começando pelo carro 0, com o Ford Fiesta WRC (na foto) do saudita Yazeed Mohamed Al Rajhi que deu espectáculo, andando sempre bem depressa, obrigando até a que os fãs tivessem que “adiantar” o relógio para estarem nas especiais a tempo de o verem passar. Passando pelos nipónicos da equipa júnior da Toyota, com os Ford Fiesta R5, de Hiroki Arai e Takamoto Katsuta, que além do forte andamento, traduzido pelo 1º e 3º lugares finais, foram sempre muito simpáticos e disponíveis no contacto com os fãs, mostrando-se verdadeiramente agradados com a sua presença no rali. Mas também tivemos o espanhol Daniel Alonso, também ele com um Ford Fiesta R5, ligado à equipa RMC motorsport – que dá assistência a Armindo Araújo – e que, devido aos problemas entre a RMC e a federação espanhola, se inscreveu no CPR e, até agora, efectuou todas as provas. Trata-se de um gentleman driver, que além de correr, se tem distinguido pelo forte apoio a outros pilotos, normalmente jovens asturianos mas não só! Se Daniel Alonso passou a fronteira, o seu exemplo (infelizmente) não chegou (ainda!?) cá. Mas também tivemos os ingleses Cameron Davies e Nabila Tejpar, ambos em Peugeot 208 da equipa portuguesa PT Racing.

Arai & Katsuta:
Falando ainda dos pilotos estrangeiros, na sexta-feira, após o reconhecimento (apenas uma passagem) da Street Stage de Águeda com os carros de prova, houve um reagrupamento, aproveitando os pilotos e co-pilotos para relaxar e confraternizar na bonita zona do AgitÁgueda - muito conhecida pelo Pai Natal gigante, mas que todo o ano tem sempre animação, principalmente ao fim de semana. Mas nem todos utilizaram esse tempo para o lazer, e mesmo se acreditamos que mais equipas o possam ter feito, saltou-nos à vista as duas duplas do Toyota Gazoo Racing Rally Challenge Program, com os pilotos a verem o vídeo da Street Stage que tinham filmado aquando da passagem de reconhecimento e a indicarem aos co-pilotos algumas rectificações às notas. Este episódio que presenciámos, tem o valor que tem, mas fica o registo de pilotos que, tendo excelentes meios à disposição, procuram corresponder com resultados e assim poderem singrar e fazer carreira nos ralis, mostrando que o sucesso se alcança com talento mas também com muito trabalho e esforço. Muitos dirão, trata-se apenas de profissionalismo!

Estender o rali a outra cidade:
Mortágua é uma pequena vila, logo com um centro urbano diminuto e pouco movimentado. Levar o rali a uma outra localidade, mais ainda sendo uma cidade com maiores dimensões, foi uma aposta ganha por parte do Clube Automóvel do Centro. Não é inédito, porque já se fez anteriormente, caso da prova de Fafe que já realizou uma superespecial na cidade do Porto, do rali do CAMG, agora denominado Vidreiro, que já fez uma superespecial em Leiria, do rali do Algarve, que tendo o centro nevrálgico em Portimão, utiliza os troços de Monchique e, nos últimos anos, faz a superespecial em Lagos, mas revelou uma abertura de espírito por parte do Município de Mortágua em ‘ceder’ parte da sua prova a Águeda que é de enaltecer. E se poderia existir algum receio que isso pudesse de alguma forma prejudicar o protagonismo ou a afluência de público a Mortágua, a realidade dos factos veio provar que esse receio era infundado. A superespecial de Mortágua, tal como sempre aconteceu, teve muito público, e no sábado muitas pessoas da zona de Águeda, agradadas e até surpreendidas com a qualidade dos carros que viram na Street Stage, pela primeira vez ter-se-ão deslocado aos troços de Mortágua.

Promoção/Divulgação:
O Rali de Mortágua 2018 no que respeita à promoção/divulgação deu um salto qualitativo bem notório em relação a edições passadas. Se a prova do CAC era quase sempre das que menos investia nesse âmbito, este ano a dinâmica foi bem diferente, para melhor. Vários outdoors espalhados pelas principais vias rodoviárias da região centro/norte do país; um site próprio, além do site do clube organizador; uma forte presença nas redes sociais; uma apresentação na sede do clube, logo numa grande cidade, Coimbra; a publicação de um Guia do Rali, tanto em formato digital como em papel; uma revista, de nome “Auto Look”, dedicada ao rali; a transmissão “live streaming” da superespecial de Mortágua e a transmissão via rádio da Street Stage de Águeda foram algumas das iniciativas que demonstraram o empenho do CAC em promover e divulgar a sua prova. Faltou algo que consideramos muito importante - embora isso já tenha a ver com os direitos de imagem negociados pela federação - a disponibilização em tempo útil – logo no próprio dia - de pequenas reportagens em vídeo para dar às TVs e não apenas e só um vídeo de cerca de meia hora, quase sempre algo enfadonho, apenas disponibilizado, no mínimo, uma semana depois e para passar apenas em canais de tv com escassa audiência.

Ordem de partida:
Fonte de constante polémica nas provas de terra do Mundial de Ralis, a questão da ordem de partida para os ralis do CPR tem passado ao lado de qualquer queixa ou discussão. Se em Mortágua, com a presença do Fiesta WRC de Yazeed Al Rajhi a abrir e a limpar a estrada, esse problema terá sido minorado, o mesmo não se pode dizer de outras provas de terra. Porém, tendo um campeonato com apenas duas provas de terra onde esse problema se coloca, Fafe e Mortágua, talvez seja por isso que ninguém se abespinha com tal situação. Que até seria fácil de resolver se o CPR introduzisse nas suas provas um shakedown acrescido de uma Qualifying stage e a subsequente escolha da ordem de partida, tal como faz o Europeu (ERC) e este ano também o campeonato espanhol de asfalto (CERA). Seria uma boa forma de antecipar e alargar o interesse da prova, criando logo no primeiro dia de manhã um foco de interesse suplementar no rali e consequente divulgação para a prova em si, resolvendo de vez a questão da ordem de partida.

José Bandeira
Foto: Gabriel Rodrigues


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